quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

NATAL

A Equipa das bibliotecas não tem religião. Respeitamos todas elas. Estamos certos que todas as pessoas de bem, partilham valores como o respeito pelo próximo, a solidariedade, o respeito pelas ideias e crenças, os valores da fraternidade universal.
 É para nós indiferente se tu celebras o Natal, o Ramadão, o Vesak ou o Chanucá...ou não celebras nenhum deles O que interessa verdadeiramente é que percebas a importância de valores como a Família, o Amor em todas as suas formas, o valor do Esforço, da compaixão pelo Outro.
Num dia a dia frenético que levamos, muitas vezes esquecemos esses valores. Pois bem, aproveita a interrupção letiva para dares um pouco mais de atenção a quem tu gostas: avós, pais, irmãos, amigos. Se o fizeres repararás que vale a pena!
Por nós encontrarás no próximo ano letivo uma Equipa empenhada em te ajudar a seres um pouco melhor: não apenas um melhor aluno, mas principalmente uma PESSOA melhor. Com o teu contributo tu também ajudas a que sejamos melhores!

BOAS FÉRIAS E VOTOS DE UM 2017 EM GRANDE, CHEIO DE AMOR, AMOR, AMOR e como diz o poeta... Esta é a mensagem do AMOR, mas...


ENQUANTO A CHUVA
ESCORRER DA MINHA VIDRAÇA
E FURAR O TELHADO
DAQUELE FARRAPO DE HOMEM QUE ALÉM PASSA

ENQUANTO O PÃO
NÃO ENTRAR COM A JUSTIÇA
LADO A LADO
MÃO NA MÃO
NEM JESUS VEM ANDAR PELOS CAMINHOS
ONDE OS OUTROS VÃO

UM DIA
QUANDO FOR NATAL
(E JÁ NÃO FOR DEZEMBRO)
E O MUNDO FOR O ESPAÇO
ONDE CABE UM SÓ ABRAÇO

ENTÃO
JESUS VIRÁ
E SERÁ
À FLOR DE TUDO
O REDENTOR UNIVERSAL

(QUANDO O HOMEM QUISER
SERÁ NATAL)


                      Manuel Sérgio



quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Novos amigos

Editora: Relógio d'água
Trad: Maria Gabriela Llansol
Título: As flores do mal
Autor: Charles Baudelaire

La sottise, l'erreur, le péché, la lésine,
Occupent nos esprits et travaillent nos corps
Et nous alimentons nos aimables remors,
Comme les mendiants nourrissent leur vermine.

(...)





Título: Poesia
Autora: Luiza Neto Jorge
Editora: Assírio & Alvim

Posso estar aqui
eu posso estar aqui perfeitamente pobre
um círio me acendi espora aguda
o vento ritmo assassinou-o

posso estar aqui
- o musgo é lento como a sombra -
e sei de cor a voz cega das canções
(viola de silêncio acorda-me)

que eu possa estar aqui perfeitamente pedra
insone
e um longo segredo impessoal
bordando a minha solidão.




Título: 50 poemas
Autor: Tomas Transtromer
Editora : Relógio d'agua

As recordações olham para mim

Uma manhã de junho, quando ainda é cedo para acordar
mas demasiado tarde para voltar a pegar no sono.

Embrenho-me pelo arvoredo repleto de recordações
e elas seguam-me com os seus olhares.

Autênticos camaleões, elas não se mostram,
diluem-se literalmente no cenário.

E embora o gorjeio dos pássaros seja ensurdecedor,
estão tão perto de mim que ouço como respiram





Título: Poesia reunida
Autor: Vasco Graça Moura
Editora: Quetzal

silenciosamente aproximo-me do poema
circundo-o duma palavra      faço nela
uma incisão deliberada

e exponho a ferida ao ar sem protegê-la
para que infecte e frutifique

de resina    ainda com gosto a papel húmido
o poema cresce  ramifica-se
comovidamente do cerne para a casca
                                   
inteiro  liso  adstringente  sinuoso

mas todo o poema é perfeitamente impuro.

terça-feira, 22 de novembro de 2016

Novos companheiros

Leia agora na nossa biblioteca:

"As cidades invisíveis" de Italo Calvino da Editora D. Quixote - uma das obras-primas do século XX.

SINOPSE
Plano Nacional de Leitura
Livro recomendado para o Ensino Secundário como sugestão de leitura.

«As Cidades Invisíveis apresenta-se como uma série de relatos de viagem que Marco Polo faz a Kublai Kan, imperador dos tártaros. [...] A este imperador melancólico, que percebeu que o seu poder ilimitado conta pouco num mundo que caminha em direção à ruína, um viajante visionário fala de cidades impossíveis, por exemplo, uma cidade microscópica que se expande, se expande até que termina formada por muitas cidades concêntricas em expansão, uma cidade teia de aranha suspensa sobre um abismo, ou uma cidade bidimensional como Moriana. [...] Creio que o livro não evoca apenas uma ideia atemporal de cidade, mas que desenvolve, ora implícita ora explicitamente, uma discussão sobre a cidade moderna. [...] Penso ter escrito algo como um último poema de amor às cidades, quando é cada vez mais difícil vivê-las como cidades.»


"Na Patagónia" de Bruce Chatwin da Editora Quetzal -
 aproveite para viajar com o autor por um lugar remoto à procura de um estranho animal...


SINOPSE
Plano Nacional de Leitura
Livro recomendado para o 3º ciclo, destinado a leitura autónoma.

O mais importante dos escritores de viagens e a mais bela das suas grandes narrativas. Uma viagem comovente pela Patagónia e terra do Fogo para descobrir que o fim do mundo não existe. E que a aventura recomeça. 

A remota Patagónia, uma terra «no fim do mundo» é habitada por figuras errantes e exiladas, da gaúchos a foragidos, de mineiros peculiares aos índios da Terra do Fogo. Fascinado por este sítio desde a infância, o autor atravessa toda a região, desde Rio Negro até Ushuaia, a cidade no extremo sul, captando o espírito da terra, da sua história e da sua gente, e conferindo-lhe uma expressão poética e intensa. Num escrita prodigiosa, plena de descrições maravilhosas e histórias intrigantes, Na Patagónia narra as viagens de Chatwin por um lugar remoto contando histórias fascinantes que o vão atrasando no seu caminho.

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Olha lá ó Perigeu!

Não, não é insulto!
Perigeu é o ponto da órbita de um astro em torno da Terra em que ele está mais próximo desta (em oposição existe o Apogeu!!)

Na última segunda feira , dia 14 de Novembro, às 11h 21m a Lua estava no seu Perigeu mais pequeno ("só" 55,9 vezes o raio equatorial da Terra (aproximadamente 6378 Km...)

Nessas altura certamente muitas fotografias foram tiradas. Eis algumas delas. Se tiraste alguma envi-a para o nosso mail da biblioteca e ela aparecerá aqui no Blogue!

De seguida mostramos algumas fotografias que apareceram nos jornais e outros meios de comunicação.