domingo, 8 de março de 2015
sexta-feira, 6 de março de 2015
Poema do dia
Aquela cativa,
que me tem cativo,
porque nela vivo
já não quer que viva.
Eu nunca vi rosa
em suaves molhos,
que para meus olhos
fosse mais fermosa.
Nem no campo flores,
nem no céu estrelas,
me parecem belas
como os meus amores.
Rosto singular,
olhos sossegados,
pretos e cansados,
mas não de matar.
~Ua graça viva,
que neles lhe mora,
para ser senhora
de quem é cativa.
Pretos os cabelos,
onde o povo vão
perde opinião
que os louros são belos.
Pretidão de Amor,
tão doce a figura,
que a neve lhe jura
que trocara a cor.
Leda mansidão
que o siso acompanha;
bem parece estranha,
mas bárbora não
Presença serena
que a tormenta amansa;
nela enfim descansa
toda a minha pena.
Esta é a cativa
que me tem cativo,
e, pois nela vivo,
é força que viva.
Luís de Camões
que me tem cativo,
porque nela vivo
já não quer que viva.
Eu nunca vi rosa
em suaves molhos,
que para meus olhos
fosse mais fermosa.
Nem no campo flores,
nem no céu estrelas,
me parecem belas
como os meus amores.
Rosto singular,
olhos sossegados,
pretos e cansados,
mas não de matar.
~Ua graça viva,
que neles lhe mora,
para ser senhora
de quem é cativa.
Pretos os cabelos,
onde o povo vão
perde opinião
que os louros são belos.
Pretidão de Amor,
tão doce a figura,
que a neve lhe jura
que trocara a cor.
Leda mansidão
que o siso acompanha;
bem parece estranha,
mas bárbora não
Presença serena
que a tormenta amansa;
nela enfim descansa
toda a minha pena.
Esta é a cativa
que me tem cativo,
e, pois nela vivo,
é força que viva.
Luís de Camões
Glory - Óscar para a melhor canção original (2014)
quinta-feira, 5 de março de 2015
terça-feira, 3 de março de 2015
domingo, 1 de março de 2015
Pássaro Voz- As Canções de Fernando Alvim
Sugestão da docente Ana Ferreira à qual nos associamos pois também valorizamos o que é nacional.
Ora oiçam a voz de Ana Moura, mas sobretudo o som da guitarra de Fernando Alvim, que partiu e nos deixou mais pobres.
Ora oiçam a voz de Ana Moura, mas sobretudo o som da guitarra de Fernando Alvim, que partiu e nos deixou mais pobres.
sábado, 28 de fevereiro de 2015
Pequenos ditadores
Aos consultórios médicos chegam cada vez mais "pequenos ditadores" que os adultos já não conseguem controlar. São filhos de pais que têm medo de ser tiranos. Mas as crianças sem limites não são livres, defendem especialistas.
In Jornal Público
In Jornal Público
Ler o resto do artigo aqui
A propósito da cor do vestido
Era uma vez um pintor que tinha um aquário com um peixe vermelho. Vivia o peixe tranquilamente acompanhado pela sua cor vermelha até que principiou a tornar‑se negro a partir de dentro, um nó preto atrás da cor encarnada. O nó desenvolvia‑se alastrando e tomando conta de todo o peixe. Por fora do aquário o pintor assistia surpreendido ao aparecimento do novo peixe.
O problema do artista era que, obrigado a interromper o quadro onde estava a chegar o vermelho do peixe, não sabia que fazer da cor preta que ele agora lhe ensinava. Os elementos do problema constituíam‑se na observação dos factos e punham‑se por esta ordem: peixe, vermelho, pintor – sendo o vermelho o nexo entre o peixe e o quadro através do pintor. O preto formava a insídia do real e abria um abismo na primitiva fidelidade do pintor.
Ao meditar sobre as razões da mudança exactamente quando assentava na sua fidelidade, o pintor supôs que o peixe, efectuando um número de mágica, mostrava que existia apenas uma lei abrangendo tanto o mundo das coisas
como o da imaginação. Era a lei da metamorfose.
Compreendida esta espécie de fidelidade, o artista pintou um peixe amarelo.
Ao meditar sobre as razões da mudança exactamente quando assentava na sua fidelidade, o pintor supôs que o peixe, efectuando um número de mágica, mostrava que existia apenas uma lei abrangendo tanto o mundo das coisas
como o da imaginação. Era a lei da metamorfose.Compreendida esta espécie de fidelidade, o artista pintou um peixe amarelo.
Herberto Hélder, Os passos em volta, Assírio e Alvim
Tributo a Leonard Nimoy (1931 - 2015)
Talvez vocês não saibam, mas Mr Spock preencheu a nossa imaginação durante muito tempo. Exatamente porque não era humano, confrontou-nos com as nossas fraquezas e mostrou-nos as maravilhas da nossa imperfeição.
Leonard Nimoy morreu mas Mr. Spock... esse ficará.
Veja a entrevista
Leonard Nimoy morreu mas Mr. Spock... esse ficará.
Veja a entrevista
terça-feira, 24 de fevereiro de 2015
Poema do dia
URGENTEMENTE
É urgente o amor
É urgente um barco no mar.
É urgente destruir certas palavras,
ódio, solidão, e crueldade,
alguns lamentos,
muitas espadas.
É urgente inventar alegria,
multiplicar os beijos, as searas,
é urgente descobrir rosas e rios
e manhãs claras.
Cai o silêncio nos ombros e a luz
impura, até doer.
É urgente o amor, é urgente
permanecer.
"Eugénio de Andrade"
É urgente o amor
É urgente um barco no mar.
É urgente destruir certas palavras,
ódio, solidão, e crueldade,
alguns lamentos,
muitas espadas.
É urgente inventar alegria,
multiplicar os beijos, as searas,
é urgente descobrir rosas e rios
e manhãs claras.
Cai o silêncio nos ombros e a luz
impura, até doer.
É urgente o amor, é urgente
permanecer.
"Eugénio de Andrade"
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015
JULIAN SMITH - I'm Reading a Book
Gostas de RAP? E conheces Julian Smith?
Então trata de ouvir!
Esta foi a inesperada sugestão da docente Isabel Ramada!
Se conseguires, acompanha o Julian pois aqui vai a letra da música!
Letra aqui
Então trata de ouvir!
Esta foi a inesperada sugestão da docente Isabel Ramada!
Se conseguires, acompanha o Julian pois aqui vai a letra da música!
Letra aqui
sábado, 21 de fevereiro de 2015
Subscrever:
Mensagens (Atom)



