terça-feira, 10 de fevereiro de 2015
A biblioteca recomenda - Fevereiro
De edição da responsabilidade da Fundação Jorge Álvares dispõe a biblioteca escolar de diversos exemplares do livro :" Missão impossível" de Ana Maria magalhães e Isabel Alçada com lindíssimas ilustrações de Carlos Marques. A nossa sugestão de leitura para o mês de fevereiro...
"_ Vamos partir por ares nunca antes navegados - informou o Chi'i lin. - Preparem o espírito e o corpo para o que der e vier. (...) Aqueles conselhos, se eram sábios, também eram inquietantes. Noutras circunstâncias, Matilde, Rodrigo e Luís talvez se assustassem.(...)
Entregues à sua sorte, flutuavam agora entre o céu e a terra. Ou seria entre o hoje e o amanhã? Ou entre o mundo real e o mundo virtual?"
"_ Vamos partir por ares nunca antes navegados - informou o Chi'i lin. - Preparem o espírito e o corpo para o que der e vier. (...) Aqueles conselhos, se eram sábios, também eram inquietantes. Noutras circunstâncias, Matilde, Rodrigo e Luís talvez se assustassem.(...)
Entregues à sua sorte, flutuavam agora entre o céu e a terra. Ou seria entre o hoje e o amanhã? Ou entre o mundo real e o mundo virtual?"
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015
Proposta Prazer de ler
Hoje a nossa proposta de leitura é um artigo que achamos interessante de Rubem Alves - O Prazer da leitura que encontrámos no blogue "Aprender a olhar o mundo"
Citamos: "Lembro-me da criançada a repetir em coro, sob a regência da professora: "bê-á-bá; bê-e-bê; bê-i-bi; bê-ó-bó; bê-u-bu"... Estou a olhar para um postal, miniatura de um dos cartazes que antigamente se usavam como tema de redacção: uma menina deitada de bruços sobre um divã, queixo apoiado na mão, tendo à sua frente um livro aberto onde se vê "fa", "fe", "fi", "fo", "fu"...
Se é assim que se ensina a ler, ensinando as letras, imagino que o ensino da música se deveria chamar "dorremizar": aprender o dó, o ré, o mi... Juntam-se as notas e a música aparece! Posso imaginar, então, uma aula de iniciação musical em que os alunos ficassem a repetir as notas, sob a regência da professora, na esperança de que, da repetição das notas, a música aparecesse..."
Citamos: "Lembro-me da criançada a repetir em coro, sob a regência da professora: "bê-á-bá; bê-e-bê; bê-i-bi; bê-ó-bó; bê-u-bu"... Estou a olhar para um postal, miniatura de um dos cartazes que antigamente se usavam como tema de redacção: uma menina deitada de bruços sobre um divã, queixo apoiado na mão, tendo à sua frente um livro aberto onde se vê "fa", "fe", "fi", "fo", "fu"...
Se é assim que se ensina a ler, ensinando as letras, imagino que o ensino da música se deveria chamar "dorremizar": aprender o dó, o ré, o mi... Juntam-se as notas e a música aparece! Posso imaginar, então, uma aula de iniciação musical em que os alunos ficassem a repetir as notas, sob a regência da professora, na esperança de que, da repetição das notas, a música aparecesse..."
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sexta-feira, 30 de janeiro de 2015
quinta-feira, 29 de janeiro de 2015
terça-feira, 27 de janeiro de 2015
sexta-feira, 23 de janeiro de 2015
Poema do dia
Não toques nos objetos imediatos.
A harmonia queima.
Por mais leve que seja um bule ou uma chávena,
são loucos todos os objetos.
Uma jarra com um crisântemo transparente
tem um tremor oculto.
É terrível no escuro.
Mesmo o seu nome, só a medo o podes dizer.
quinta-feira, 22 de janeiro de 2015
Analfabetos muitos
A figura que há tempo domina a cena social é a do “analfabeto secundário”. Pode ser um ministro, um gestor, uma empregada de caixa de supermercado. Sabe ler e escrever mas diz com frequência que não tem tempo para ler, tem coisas mais importantes para fazer. É activo, adaptável, tem boa capacidade para abrir caminho, safa-se na vida. Está muito bem informado sobre os importantíssimos assuntos do dia que amanhã esquecerão. Sabe ler as informações de uso dos objectos que compra. Sabe usar os cartões de crédito e sabe passar cheques. Vive dentro de um mundo que o afasta hermeticamente de tudo quanto possa inquietar a sua consciência. A atrofia da memória não o preocupa. Aprecia a sua própria capacidade para se concentrar em nada. Vê a cultura como espectáculo ou mercadoria. Não tem a menor ideia de que é um analfabeto, analfabeto secundário, mas analfabeto.
A sua escrita está reduzida ao mínimo. O seu meio ideal é a televisão, as redes sociais, o SMS. Habita o território do lugar-comum e alimenta-se de doses fartas das “reflexões” de comentadores, políticos, económicos, desportivos e outros produtores do pensamento único.
Poeta e escritor, comissário do 1.º Encontro da Literatura Infanto-Juvenil da Lusofonia
José Fanha no Público
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