. Propusemos a vários elementos do nosso agrupamento que escolhessem um livro para levar para uma ilha deserta e que justificassem a sua escolha.
Eis a resposta da docente Maria João G Vieira Pinto.
"Pássaros feridos" de Colleen Mc Coullogh
Editora - Bertrand
2012
"Gostei muito do livro.É uma história que se inicia no século XX e narra o percurso de uma família numerosa que habita no interior da Austrália. Trata-se de um livro extenso (cerca de 600 páginas) cuja leitura deve ser feita calmamente."
Pássaros feridos é um dos romances mais lidos e apreciados de todos os tempos. É uma história de sonhos, paixões negras e amores proibidos.
Todos nos sentimos tristes. Quando alguém é assassinado seja por que motivo for, não podemos evitar um sentimento de perda, afinal é um de nós que se vai. Quando alguém é assassinado pelas suas ideias, pelos seus desenhos, pelas suas opiniões, porque exerceu o seu direito de as expressar livremente, todos nos sentimos tristes e preocupados. Não nos devem interessar quais as justificações religiosas, sociais, ou outra qualquer - NÃO HÁ JUSTIFICAÇÃO POSSÍVEL! Todas as pessoas de BEM manifestam a sua repulsa pelo ato inqualificável que ocorreu na semana passada em Paris: o assassinato à bala de jornalistas, polícias e simples cidadãos, causou-nos enorme emoção. Também nós "estivemos" nas manifestações de Paris, onde uma multidão disse da sua revolta. O ato criminoso, que apenas implica um número diminuto de facínoras, tenta acabar com a liberdade de expressão? Claramente.
Mas a liberdade de expressão vem até nós juntamente com as outras liberdades (de associação, de religião, etc...TODAS) pelo que as medidas para tentar evitar que atos deste cariz voltem a acontecer, embora necessárias, têm de ser acompanhadas de bom senso, de cuidado, para não cairem no mesmo erro... A restrição da liberdade não pode ser a consequência de quem a quer proteger. (o restabelecimento da pena de morte que alguns aproveitam para tentar implementar não pode deixar de ser considerada um retrocesso civilizacional...)
Cumpre finalmente perceber que a liberdade não nos é dada sem trabalho - é preciso defendê-la todos os dias e a toda a hora; há muito quem a queira apenas para si. A liberdade não se mata apenas com armas.
Para refletir: a morte na Nigéria de milhares de pessoas, que ocorreu recentemente, não provocou qualquer emoção especial; não houve quaisquer manifestações de repúdio... Afinal uma dúzia de franceses valem mais que dois mil nigerianos? (foto: jornal Público)
Normalmente de um aluno que tem boas classificações diz-se que é "muito inteligente". Mas inteligência é "só" isso, ser capaz de corresponder ao que lhe é pedido em ambiente escolar, pelos seus professores? Inteligência é muito mais do que isso. É a capacidade de identificar as suas emoções e as do Outro, de compreender os seus sucessos e insucessos, a capacidade de conter estímulos e muito mais. Um aluno capaz de ter boas classificações pode até estar, e está frequentemente, muito longe de corresponder a estas capacidades de um modo satisfatório... O equilíbrio Razão/Emoção é um fator determinante para uma boa inteligência emocional...
O livro "Atividades para o desenvolvimento da inteligência emocional nas crianças" da Editora Arte plural existente na biblioteca escolar, trata de um modo prático e simples todas estas questões levando os alunos a refletir e a aumentar o seu autoconhecimento...
As viagens de Gulliver com escala em Portugal
de Luísa Ducla Soares
Editora - Porto Editora
Coleção literária
Leitura recomendada para o 6º ano
Baseada no clássico de Jonathan Swift. Trata-se de uma peça de teatro muito interessante e que pode ser aproveitada para a representação na escola! Vamos ler?
"Quem quer viajar?
Gulliver (convidando quem passa) - Quem quer correr mundo? Quem quer viajar? Venham com o Gulliver que vai para o mar!
(As crianças, a um gesto de Gulliver, aproximam-se.)
Gulliver (dirigindo-se às crianças) - Olá juventude!
Maria e Manuel (em coro) - Olá!
Gulliver - Vocês serão como eu, que não posso ficar parado muito tempo no mesmo sítio?
Maria e Manuel - Nós adoramos viajar . Viajámos juntos nas férias...
Já lá vai o tempo em que estudar era apenas ler. A biblioteca da escola dispõe de um conjunto de documentos em video e audio disponíveis para consulta e empréstimo.
O filme 1492: Cristóvão Colombo é apenas um exemplo. Ele permite associar uma componente lúdica a uma componente pedagógica... e ainda por cima com uma banda sonora fantástica de Vangelis! Que mais podemos querer?!
Com interpretações sensacionais de Gerard Depardieu e Sigourney Weaver, o filme de Ridley Scott é uma excelente porta aberta para gostar de bom cinema, de História e também para perceber o que somos e porque somos...
Guia prático para a Identificação de Plantas invasoras em Portugal
de Hélia Marchante, Maria Morais e Outros
Editor - Imprensa da Universidade de Coimbra
Excelente guia onde podes consultar um lista completa das plantas invasoras dos nossos ecossistemas. Excelente rigor científico e imagens bem cuidadas!
Vamos acabar com as acácias, mimosas, austrálias, avoadinhas e penachos?? Sim porque nem tudo que é verde é bom!
Na figura - Penachos - originária do Chile e Argentina. Produz muitas sementes. Cresce vigorosamente e cria aglomerados densos que dominam a vegetação autóctone criando barreiras à circulação da fauna e utilizando recursos necessários para outras espécies...
Propusemos a vários elementos do nosso agrupamento que nos indicassem qual o livro que levariam para uma ilha deserta e que escolhessem alguns parágrafos que o ilustrassem...
Esta foi a proposta da professora Maria João Cartaxo, responsável pelas bibliotecas do nosso agrupamento:
"As velas ardem até ao fim" de Sándor Márai
Editor: Dom Quixote
ISBN: 9789722020626
2001
É um livro sobre a amizade pura e incondicional, a amizade que resiste e sobrevive ao tempo e à distância, a verdadeira amizade… Levá-lo-ia para uma ilha deserta e, no meio do silêncio e da solidão, recordaria, certamente, os meus verdadeiros amigos. «O amigo, assim como o namorado, não espera recompensa pelos seus sentimentos. Não quer contrapartidas, não considera a pessoa que escolheu para ser seu amigo como uma criatura irreal, conhece os seus defeitos e assim o aceita, com todas as suas consequências. Isso seria o ideal. E na verdade, vale a pena viver, ser homem, sem esse ideal?» (pág. 82)"
Propusemos a vários elementos do nosso agrupamento que nos indicassem qual o livro que levariam para uma ilha deserta e que escolhessem alguns parágrafos que o ilustrassem...
A primeira pessoa que respondeu foi a ilustre docente Ana Cristina Sousa.
Eis a sua resposta
"Coração" Henrique e as crianças bondosas de Edmundo de Amicis
O diário de
um menino que conta uma colecção de histórias enternecedoras e comoventes, num
universo de bondade e inocência.
Henrique é
um menino que escreve um diário. Este diário começa com a descrição do primeiro
dia de aulas, a memória fresca das já saudosas férias, o regresso à rotina escolar,
os reencontros. Na verdade, todo o romance "Coração", do italiano
Edmundo de Amicis (1846-1908), é sobre o dia-a-dia de Henrique ao longo do ano
escolar. Os episódios, divididos de acordo com os vários meses do ano, são
relatos, na primeira pessoa, da vivência de uma criança e da sua aprendizagem,
num ambiente de comovente inocência em que as virtudes da infância são
descritas com minúcia e paixão. (…)
A Odisseia de Homero
adaptada para jovens por Frederico Lourenço
Desenhos de Richard Luchi
Livros Cotovia
1ª edição : Novembro de 2005
Este livro concilia a fluência narrativa com a fidelidade ao oriiginal. Uma boa leitura para férias ou prenda de Natal!
""... espalhou-se o boato de que Ulisses tinha morrido. Em Ítaca, toda a população passou gradualmente a aceitar essa realidade. O Palácio onde Telémaco (seu filho) vivia com Penélope, sua mãe, encheu-se de pretendentes, que queriam à força que a rainha Penélope voltasse a casar...
Na verdade, Ulisses não morrera..."